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Hipnose Ericksoniana - Tratamento Eficaz na Reeducação Mental Para o Emagrecer
Hipnose ericksoniana Proposta moderna para tratamento individualizado:
Ao utilizar o transe hipnótico como ferramentas psicoterapêutica, Milton Erickson compreendeu a importância de respeitar e validar as respostas individuais para esse fenômeno.
Durante o tratamento psicológico é possível haver um processo educativo, de orientação, recuperação e modificação do que leva determinada pessoa a ter certo comportamento indesejado. É possível auxiliar, proporcionando o ajustamento psicológico de modo a tornar efetiva a superação e solução de conflitos e problemas diversos, tais como ansiedade, depressão, medos, insegurança, angústia, falta de perspectiva, mudanças de humor etc.
A hipnose é um instrumento importante que pode ser usado no tratamento de inúmeros sintomas em diferentes diagnósticos. O termo hipnose passou a ser utilizado a partir do século XIX, embora os fenômenos hipnóticos sejam tão antigos quanto a existência do homem na Terra. Esses fenômenos são universais e fazem parte da vida cotidiana. Os primeiros registros datam do século XXX a.C., no Egito, através de escritos indicando que sacerdotes induziam a um estado hipnótico.
O significado da palavra hipnose vem do grego hypnos, sono. Mas na verdade não é isso que acontece. A hipnose modifica o padrão de consciência; o indivíduo focaliza sua atenção por meio de uma indução ou de uma auto-indução, concentrando a mente e direcionando seus pensamentos intensificando a atividade cerebral. É um processo diferente, por exemplo, do que ocorre num relaxamento ou de quando estamos dormindo.
Os fenômenos hipnóticos podem ser descritos como sendo: rapport (sintonia, aliança terapêutica), catalepsia (imobilização, ausência da vontade de se mover), dissociação (pensamento/ sensação/ sentimento de ser duas pessoas numa só, sendo possível executar coisas diferentes ao mesmo tempo), analgesia (diminuição da intensidade da sensibilidade à dor), anestesia (não sentir parte do corpo), regressão de idade (recordação de algo como se estivesse vivendo aquilo pela primeira vez), progressão de idade (ver-se no futuro realizando coisas), distorção do tempo (falta de percepção do tempo cronológico), alucinação positiva (ter a percepção de algum dos cincos sentidos de algo que não está presente), alucinação negativa (falta de percepção de algum dos cincos sentidos de algo que está presente), amnésia (não lembrança de partes ou de tudo que aconteceu), hipermnésia (lembrança aguçada de algo), atividade ideossensória / ideomotora (sinalizações com o corpo em resposta a um comando), sugestão pós-hipnótica (execução pós-transe de algo pedido durante o transe).
Monoideismo
Se a hipnose tivesse sido criada a partir do que se conhece hoje de seus fenômenos e efeitos sobre corpo e mente, provavelmente não teria esse nome. James Braid, após ter cunhado esse termo, pensou em mudá-lo para monoideísmo, mas então o termo hipnose já estava em uso.
Com o decorrer do tempo o recurso passou a ser utilizado em diferentes situações na tentativa de encontrar a cura dos sintomas e sua compreensão. A mente humana e seus efeitos sobre o corpo são ainda hoje poucos conhecidos e parecem, muitas vezes, algo misterioso, sem explicação. A hipnose e seus efeitos sobre a mente humana ganham cada vez mais espaço em pesquisas e estudos que vêm comprovando sua eficiência no tratamento terapêutico.
Uma pessoa hipnotizada pode entrar em um transe leve, médio ou profundo. Essa variação pode ser pessoal e até mesmo momentânea. Durante um transe leve é possível perceber sinais como: catalepsia, diminuição dos movimentos, respiração e pulso lentos e, às vezes, sinais ideomotores. Num transe médio a catalepsia é mais acentuada, os músculos da face ficam soltos, o movimento de deglutição fica diminuído, há sinais ideomotores, movimentos oculares e respiração lenta. O transe profundo é parecido com o estágio anterior ao sono, podendo ocorrer movimentos rápidos dos olhos (sono REM, segundo a sigla em inglês), é possível abrir os olhos de forma acordada “diferente”, mas estes ficam vidrados e fixos, ou permanecem num olhar vago, pode-se falar e andar, numa atividade semelhante ao sonambulismo.
No veneno está o antídoto
Milton Erickson (1901 – 1980), psiquiatra norte-americano, estudou e desenvolveu a comunicação para melhor atender seus pacientes utilizando a hipnose como ferramenta básica de trabalho. Logo cedo ele percebeu que cada indivíduo respondia diferentemente às técnicas e aos estímulos apresentados, e por isso passou a utilizar a hipnose de forma única; adaptada à realidade individual apresentada pelo paciente. Milton Erickson direcionava a atenção de seu cliente para aspectos de interesse e utilizava a linguagem pessoal (a forma como cada pessoa se comunica com ela mesma) a seu favor.
A hipnose é uma forma de comunicação que pode provocar mudanças no pensamento, no sentimento e no comportamento. Embora as pessoas procurassem Milton Erickson com dificuldades, problemas e doenças aparentemente iguais aos manifestados por tantas outras, os motivos da queixa eram diferentes para cada paciente. E, na medida que se respeitava essa individualidade, sem seguir regras gerais e padrões pré-estabelecidos acerca do comportamento humano, os pacientes melhoravam de forma mais rápida e eficaz. Milton Erickson, conduzia seus pacientes a um novo estado, proporcionando a esperada remissão dos sintomas. Ele utilizava aquilo que o próprio paciente trazia como ferramenta para a cura e o encontro de novas saídas. Muitas vezes, “o antídoto era feito com o próprio veneno” ou ele entendia que “o problema em si fazia parte da solução”. Milton Erickson contava histórias, usava metáforas, propunha tarefas e sugeria atividades como forma de intervenção.
As experiências vividas se tornam aprendizagens e durante o transe hipnótico é possível desenvolver novas aprendizagens, reformular o pensamento, aprender outros hábitos, descobrir qualidades insuspeitas. As experiências vividas não podem ser modificadas, mas é possível criar uma nova moldura, re-enquadrando e transformando a percepção do viver e conseqüentemente adquirindo outros comportamentos e atitudes perante a vida.
Pode-se dizer que fazer psicoterapia consiste em refletir sobre a própria realidade para que se possa adquirir e/ou desenvolver o reconhecimento da responsabilidade sobre si mesmo. Esse aprendizado possibilita a reconstrução contínua das experiências vividas ou imaginárias, pois é através dos recursos internos que a pessoa poderá compreender, solucionar e adaptar-se diante de antigas e novas experiências.
Texto publicado REVISTA VIVER PSICOLOGIA – n 131 – ano XII – Dezembro de 2003.
Adriana M. A. de Araújo Psicóloga clínica e hipnoterapeuta ericksoniana. - CRP: 06/56802-5
Escrito por Adriana de Araújo às 12h57
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Fome além da medida
Olha que bacana esta matéria:
http://www.diarioweb.com.br/noticias/imp.asp?id=103356
Escrito por Adriana de Araújo às 13h46
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Trate a compulsão alimentar
Ataques noturnos à geladeira e falta de controle para parar de comer, mesmo estando saciado. Essas são algumas das queixas que a psicóloga Adriana de Araújo, autora do livro O Segredo para Emagrecer (Universo dos Livros) ouve com freqüência em seu consultório. Todas relacionadas à compulsão por comer.
"Para diagnosticarmos o comer compulsivo é preciso que os comportamentos descritos anteriormente sejam recorrentes, ou seja, aconteçam com freqüência e estejam associados à perda de controle do paciente", explica a psicóloga.
Quando pensamos em compulsão alimentar, estamos nos referindo à pessoa que come uma grande quantidade de alimentos rapidamente, perde o controle e não consegue interromper a refeição mesmo quando se sente plenamente saciada. "Para caracterizar esse comportamente como doença é preciso que ocorra pelo menos duas vezes por semana", afirma a profissional.
Não se caracteriza como compulsão o fato de a pessoa comer três ou quatro pratos de macarronada num almoço de domingo, sentindo prazer durante a refeição e consciente de que está exagerando na quantidade. Pacientes com comer compulsivo referem-se sempre à perda de controle. Se servem a primeira vez, e repetem e repetem, pois não conseguem parar de comer. "Apesar da sensação de empanturramento, muitos continuam comendo até vomitar", diz a Adriana de Araújo.
Outra face da compulsão alimentar é a síndrome alimentar noturna, doença que vem sendo muito estudada nos últimos anos. "Ela acomete pessoas que seguem, sem nenhum esforço, hábitos alimentares normais durante o dia, mas, à noite, despertam com a necessidade de ingerir algum alimento. Em geral, nessas ocasiões, ingerem alimentos hipercalóricos, como os doces e os ricos em gordura, que não fazem parte da dieta usual desses pacientes".
O aparecimento desse descontrole é mais freqüente entre os 20 e os 30 anos de idade. Pode ser originado, por exemplo, pela frustração causada pelo casamento ou uma separação, pela insegurança gerada pela perda de emprego ou pela promoção no trabalho. Estudos revelam que a prevalência é igual nos dois sexos, mas as mulheres procuram mais o tratamento do que os homens. "Elas buscam o tratamento não porque estejam preocupadas com os episódios de compulsão alimentar, mas porque estão preocupadas com os sinais de sobrepeso ou obesidade. Em geral, os homens não se incomodam com isso", explica Adriana de Araújo.
Tratando o problema
O tratamento destes pacientes inicia-se, sempre, pela reeducação alimentar. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia, seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde, não recomenda a prescrição de dietas de baixo valor calórico, mesmo para as pessoas com sobrepeso e obesidade nesses casos. "O que se faz é tentar ensinar este paciente a adequar alimentos de valor calórico corretos a horários de refeição também corretos", diz a psicóloga. Isto significa que os alimentos próprios do café da manhã devem ser ingeridos no café da manhã; os do almoço, na hora do almoço e os o jantar, na hora do jantar.
Outra medida importante é comer alguma coisa nos intervalos entre as três refeições principais. Agindo assim, mesmo que valor calórico do alimento seja baixo, o corpo irá perceber que está sendo constantemente alimentado. "O objetivo disso é educar o relógio biológico em relação aos horários alimentares para a pessoa perceber que é capaz de controlar os episódios de compulsão e de atingir um nível satisfatório de saciedade".
Se a orientação nutricional falhar, o próximo passo é identificar fatores psicológicos, crenças ou pensamentos que possam estar desencadeando os episódios de compulsão. "O tratamento psicoterápico cognitivo-comportamental ajuda a desenvolver comportamentos que previnem o aparecimento desses episódios. Nos casos em que o fator psicológico desencadeia a compulsão, é preciso trabalhar o sentimento de frustração, a autocrítica e a auto-avaliação como forma de prevenir o comportamento compulsivo", explica a profissional.
O terapeuta pode auxiliar o paciente a elaborar uma lista de soluções viáveis para enfrentar os momentos de compulsão. “Existem algumas técnicas que ajudam: ler um livro, ouvir música, sair de casa, andar de bicicleta. Uma vez posta em prática uma delas, 30 ou 40 minutos depois, terá desaparecido a vontade de comer, isso se ele não estiver realmente com fome e já tiver corrigido os maus hábitos alimentares”, afirma Adriana.
Fonte: Site Itodas
http://itodas.uol.com.br/portal/corpo_e_dieta/emagrecimento/disturbios_alimentares/materia.itd.aspx?cod=2122&canal=258
Escrito por Adriana de Araújo às 14h57
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Compulsão alimentar: é possível vencer este problema?
Uma droga. Um vício em forma de bolos, tortas, arroz e biscoitos. A comida é uma inimiga e a cozinha, o caminho mais curto para se chegar ao fundo do poço. O mal tem nome: transtorno de compulsão alimentar. Faz vítimas, sem escolher: homens e mulheres, jovens ou não. O primeiro sinal do distúrbio, na maior parte das vezes, é visível no corpo. A silhueta fica cada vez mais redonda e a balança acusa um ganho de peso contínuo.
Na verdade, os estudos sobre o transtorno de compulsão alimentar periódica são recentes. Os primeiros datam de 1994. Desde então, pesquisadores já descobriram, por exemplo, que os assaltos a geladeiras e despensas ocorrem a partir do fim da tarde e seguem noite adentro. Uma das hipóteses para a preferência de horário é que o compulsivo tem mais privacidade em casa do que em outros locais, como o trabalho. Longe dos olhares dos colegas e de amigos, não passa vergonha por causa do exagero.
O traço mais marcante dos comedores compulsivos é a ansiedade e a tendência à depressão. São pessoas com sentimento de culpa, remorso, vergonha e solidão. A comilança descontrolada é causada, na maior parte dos casos, por distúrbios emocionais, e não adianta recorrer a regimes radicais. O período de abstinência dura pouco, e um alimento tentador ou uma situação que mexa com as emoções pode desencadear a compulsão novamente.
Desconhecer o que acontece é derrota quase certa na balança. Como não emagrece, cresce a ansiedade, que leva a novos ataques de comilança. As invasões a geladeiras e despensas nunca são em busca de vegetais. São sempre por alimentos ricos em carboidratos, como doces, massas, ou gorduras, como chocolates. Uma das hipóteses é que a ingestão desses alimentos possa, eventualmente, reduzir a ansiedade e a depressão, proporcionando um conforto momentâneo.
A obesidade associada ao transtorno de compulsão alimentar periódica tem solução: a psicoterapia e o uso de medicamentos, em alguns casos. A psicoterapia indicada é do tipo cognitiva comportamental, em que a pessoa identifica o que causa a compulsão e aprende técnicas para controlá-la. O tratamento funciona, principalmente para obesos não acomodados com o problema e convencidos de que vale a pena mudar.
Adriana de Araújo é psicóloga especializada no tratamento de fobias e autora do livro O Segredo para Emagrecer.
PSICLÍNICA - Endereço: Avenida Macuco, 726,Conjuntos 1104/1105. Moema, São Paulo, SP.
WE CARE - Endereço: Rua Barão de Teffé, 405. Anhangabaú, Jundiaí, SP.
Tel: (11) 5051 8338/4586 2729.
Homepage: www.curadalma.com.br
Blog: http://osegredoparaemagrecer.zip.net
Escrito por Adriana de Araújo às 10h33
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Anorexia e bulimia se encontram com as drogas e o álcool
"Manorexia". Ortorexia. Diabulimia. Transtorno alimentar de binge.
Todas essas são variações perigosas dos distúrbios alimentares de anorexia e bulimia, e se tornaram termos comuns que aparecem a todo momento em sites, blogs, matérias de jornais e televisão. Enquanto as revistas de celebridades relatam os casos dos glamourosos e dos sofredores, terapeutas e um número cada vez maior de pesquisadores tentam tratar e compreender esses quadros.
O último verbete a entrar no léxico das doenças alimentares é a "álcoolexia", termo que designa uma mistura complicada de comportamentos: o jejum auto-imposto ou a alimentação exagerada seguida de eliminação forçada, combinados com o abuso de álcool.
Alcoolexia não é oficialmente um termo médico. Mas indica um fenômeno preocupante em relação ao abuso de substâncias e aos distúrbios alimentares. Entre as pessoas descritas como alcooléxicas estão os adolescentes que bebem descontroladamente, principalmente mulheres, e que passam fome o dia todo para compensar as calorias do álcool que consomem. O termo também está associado a distúrbios alimentares sérios, principalmente com a bulimia, que freqüentemente envolve um comportamento de abusar da comida - e do álcool - e depois forçar sua eliminação.
Os anoréxicos, por restringirem severamente seu consumo de calorias, tendem a evitar o álcool. Mas alguns bebem para se acalmarem antes de comer, ou para atenuar a ansiedade causada por terem exagerado em uma refeição. Outros consomem álcool como sua única fonte nutritiva. Outros ainda, usam drogas como cocaína e metanfetamina para suprimir o apetite.
"Algumas mulheres têm medo de colocar uma uva na boca, mas não têm problemas em beber uma cerveja", diz o Dr. Douglas Bunnell, diretor se serviços médicos da clínica-dia do Renfrew Center, na Filadélfia.
O centro, da mesma forma que um número pequeno mas cada vez maior de instituições que tratam de distúrbios alimentares e dependência química, a maioria na Costa Oeste dos Estados Unidos, tem uma abordagem dupla focada no abuso de substâncias e nas desordens alimentares.
Bunnell, ex-diretor da Associação Nacional de Transtornos Alimentares, diz que a obsessão pela magreza e a aceitação social da bebida e das drogas - aliadas à noção recente de que, entre as celebridades, entrar para uma programa de reabilitação é quase uma moda, algo absolutamente chique - são em grande parte culpadas pela situação.
"Ambas as desordens são comportamentos glorificados e estimulados", diz Bunnell. "Abusar do álcool é sinônimo de ser descolado e de estar em alta, e perder peso e ser magro é um imperativo cultural para as mulheres mais jovens nos Estados Unidos. Unir os dois não é nenhuma surpresa, e isso chegou a um ponto alarmante em termos de conscientização pública."
Os psicólogos dizem que os distúrbios alimentares, como outras dependências, estão freqüentemente enraizados na necessidade de anestesiar a dor emocional com substâncias ou com a excitação provocada pelo abuso de alimentos. Os distúrbios são normalmente desencadeados por traumas de infância como abuso sexual, negligência e outras fontes de angústia mental.
A "manorexia" é a versão masculina da anorexia. A ortorexia é a obsessão com os alimentos considerados saudáveis - eliminando gorduras e conservantes, por exemplo. Mas as pessoas com esse quadro correm o risco de se privarem de nutrientes necessários.
A diabulimia se refere aos diabéticos que se recusam a tomar insulina para não engordarem, uma vez que a substância pode causar ganho de peso. Apesar do nome estar relacionado à bulimia, o distúrbio normalmente não envolve a eliminação forçada.
No Transtorno Alimentar de Binge, a pessoa come compulsivamente, principalmente comidas com muito sal e muito açúcar, mas não pratica o exercício excessivo ou a eliminação forçada para compensar o consumo das muitas calorias.
Judy Van De Veen, 36, que vive em Gillette, Nova Jersey, tornou-se anoréxica aos 24 anos. Ela diz que no início se obrigou a passar fome, dosando pequenas quantidades de alimentos não-calóricos durante dois meses. Depois, começou a comer compulsivamente e a forçar a eliminação, vomitando caixas de cereais matinais, pizzas inteiras e fast food comprada em "drive throughs" que às vezes lhe custava até US$ 80 por dia.
Ela fez diversos tratamentos para seu distúrbio alimentar, tanto dentro quanto fora de clínicas, por vários anos no final da década de 90, com resultados irregulares. Em 2001, ainda sofrendo com a bulimia, começou a beber. Ela conta que se comesse algo enquanto bebia, forçava a eliminação, mas depois consumia mais álcool para compensar a perda, porque queria continuar bêbada.
Muitos bulímicos que bebem usam o álcool para vomitar, dizem os especialistas em distúrbios alimentares, porque é mais fácil fazer isso com o líquido. Eles também tendem a vomitar porque normalmente bebem com o estômago vazio.
"No começo do meu distúrbio alimentar eu não chegava perto do álcool porque ele tem muitas calorias", diz Van De Veen, que chegou a ser hospitalizada várias vezes por desidratação. "Minha doença é querer mais: eu sempre quero mais, não importa o que."
Dois anos depois de começar a beber, ela entrou num programa de 12 passos contra o alcoolismo. Ela passou os dois anos seguintes entrando e saindo de programas de reabilitação, gastando cerca de US$ 25 mil de seu próprio bolso porque não tinha um plano de saúde. Mas nenhum dos programas para o alcoolismo estava capacitado para tratar distúrbios alimentares, e então ela continuou comendo exageradamente e vomitando, e seu distúrbio alimentar cresceu.
Van De Veen diz que já está sóbria há três anos, mas ainda sofre com a bulimia. Ela agora tem uma filha de 14 meses, Cheyenne, e diz que a gravidez e os grupos de apoio a tem ajudado a fazer progressos em relação ao transtorno alimentar.
"Eu tinha uma boa desculpa para comer", disse ela sobre quando estava grávida. "Eu não ligava e adorava comer."
Mas ela conta voltou a ser assombrada pela tentação de exagerar na comida e vomitar.
Trish, 27, que sofre de um transtorno alimentar há dez anos, deu entrada na clínica Renfrew recentemente. É a quinta vez que ela é internada em um centro de tratamento ou hospital.
Assim como Van De Veen, Trish, que concordou em ser entrevistada sob a condição de que apenas seu primeiro nome fosse usado para proteger sua privacidade, sofreu primeiro com a anorexia e depois encontrou o álcool. Antes de ser admitida na Renfrew, ela disse que chegava a desmaiar por falta de comida e sofria de uma torturante dor de estômago.
Trish, que é enfermeira e vive em Ohio, onde trabalha com pacientes cardíacos, diz que se obrigava a passar forme durante 8 a 12 horas, durante seus plantões, enquanto olhava para o relógio na espera do momento de tomar seu primeiro "drink". Beber, diz ela, a deixava relaxada quando tinha de comer na frente de outras pessoas, o que normalmente era uma grande fonte de estresse.
"O álcool foi o que provavelmente manteve algum peso no meu corpo", disse ela durante uma entrevista, em fevereiro, no Renfrew Center, onde ela deu entrada na noite de ano novo para oito semanas de tratamento.
"Beber me ajudou a ficar menos ansiosa", diz ela. "Ajudou-me a ser mais a Trish. Os dois caminham juntos: quanto mais eu bebo, mas problemas alimentares eu tenho e vice-versa." Estudos mostram que beber compulsivamente e a dependência do álcool estão crescendo entre as mulheres. Elas também são mais suscetíveis do que os homens aos distúrbios alimentares.
Cerca de 25 a 33% dos bulímicos também sofrem com o abuso de álcool e drogas, de acordo com um estudo publicado no ano passado pelo jornal Biologial Psychiatry. Cerca de 20 a 25% dos anoréxicos têm problemas com abuso de substâncias, descobriu o estudo.
Um número cada vez maior de pesquisadores se dedica a examinar as conexões psicológicas e neurológicas entre os distúrbios alimentares e o abuso de substâncias: será que comer uma barra de chocolate, ou então abusar da comida e vomitar, estimulam os mesmos centros de prazer no cérebro que as drogas ou o álcool?
A doutora Suzette M. Evans, professora de neurociência clínica na Universidade de Columbia, começou recentemente um estudo sobre a conexão entre a bulimia e o abuso de substâncias, um campo que, segundo ela, tem sido negligenciado. "As pessoas finalmente estão começando a perceber que a comida pode funcionar da mesma maneira que as drogas e o álcool", diz Evans.
Enquanto cada vez mais pacientes buscam tratamento conjunto para distúrbios alimentares e abuso de substâncias, pode surgir um cenário complicado de informações cruzadas. A resposta para o vício é a abstinência; mas deixar a comida não é uma opção.
"Tentamos fazer com que nossos pacientes encontrem comportamentos efetivos e desenvolvam habilidades para viver melhor", diz o Dr. Kevin Wandler, vice-presidente de serviços médicos na clínica Remuda Ranch, que trata tanto distúrbios alimentares quanto a dependência em suas instalações no Arizona e na Virgínia.
"Comer normalmente é considerado um comportamento efetivo, mas é mais fácil deixar o álcool e as drogas porque eles não são necessários para viver", diz Wandler. "Se a sua droga é a comida, o desafio é maior."
Trish saiu da Renfrew em 22 de fevereiro, depois de sua segunda temporada de tratamento lá. Disse estar determinada a romper com suas obsessões em relação ao peso, a comida e ao álcool. Antes de entrar na clínica, "eu não tinha energia nem para rir", diz ela. Mas enquanto se preparava para ir para casa, mostrava uma esperança que não tinha há muitos anos.
"Não vou viver minha vida assim", disse. "Aprendi dessa vez que não preciso me sentir envergonhada. Quero amar e perdoar a mim mesma."
Por Sarah Kershaw
Tradução: Eloise De Vylder
Escrito por Adriana de Araújo às 17h27
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Venha celebrar comigo

Escrito por Adriana de Araújo às 13h18
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Não existe milagre
Reproduzo o vídeo e o texto da matéria mais interessante da série QUESTÃO DE PESO do Fantástico, feita com o auxílio do Dr. Drauzio Varella, em 2005:
Você que esperava dos médicos uma fórmula milagrosa para emagrecer, vai se decepcionar. A medicina não tem milagres para oferecer. Para perder peso, o que você pode fazer por você mesmo é diminuir o número de calorias ingeridas e aumentar a atividade física.
Você lembra? No primeiro programa da série, mostramos como os alimentos que ingerimos são transformados em gordura. O corpo consome energia, mesmo quando está parado, para fazer o coração bater, manter o pulmão e todos os outros órgãos em funcionamento. É a energia gasta em repouso.
“Eu jogava bola, não jogo mais. Andava de bicicleta, não ando mais”, conta o taxista Rodrigo Dantas Azevedo. Quando o corpo entra em movimento, consome mais energia: é a energia gasta em atividades.
A única forma que o corpo tem para ganhar calorias é através da alimentação. Quando o número de calorias que ingerimos for menor do que a soma da energia gasta em repouso mais a energia gasta em atividade, a pessoa perde peso, fica mais leve, emagrece. Ao contrário, quando a soma da energia gasta em repouso com a energia gasta em atividade for menor do que o número de calorias ingeridas, o ser humano fica mais pesado, ganha gordura. O corpo humano é cheio de dobradiças. É uma máquina, que foi construída para o movimento. Durante toda a série, nossos personagens fizeram um grande esforço para emagrecer. Alguns tiveram mais sucesso do que outros. O exercício fez toda a diferença.
“Do começo do tratamento até hoje, eu perdi 22 quilos”, conta Fernanda Sandre de Lima. “Eu tenho uma camisa que, antigamente, quando eu vestia, parecia que ia rasgar. Hoje, ela está folgada”, comemora a dona de casa Elaine Cristina Borancelli.
“O exercício físico deve ser, em primeiro lugar, prazeroso. Não adianta dar um determinado exercício se a pessoa não se interessar por ele, não der continuidade”, explica o endocrinologista Marcelo Bronstein.
“Eu inscrevi o Kaique em uma academia, ele fez musculação, mas depois desistiu. Ele começa a fazer um tipo de exercício, mas logo desiste. Ele tinha que ter vontade de fazer exercícios, mas ele não tem. Não adianta”, conta, quase chorando, Sandra de Moraes, mãe de Kaique, que está bem acima do peso.
A origem da preguiça do ser humano também foi mostrada no início da série. Você viu que, há milhões de anos, nossos ancestrais não sabiam de onde viria a próxima refeição. Por isso, depois de comer, descansavam o mais que podiam para economizar energia.
Nosso apetite para carnes gordas e doces também tem origem no homem pré-histórico. Os que não gostavam ou não tinham acesso a esses alimentos altamente calóricos, enfraqueciam e eram atacados por predadores.
O ser humano atual é descendente dos amantes de carne, gordura e açúcar e, por isso, diante da carne gordurosa, desprezamos o prato de salada. “Eu não como saladas, legumes. Não faz o meu gênero. Não consigo comer”, conta o taxista Rodrigo. Em dois anos, Rodrigo engordou 20 quilos.
A pele do frango e a gordura que fica embaixo dela são partes mais gordurosas da ave. Para tirar a gordura do frango, é necessário tirar a pele dele. “Eu uso cerca de uma lata e meia de óleo por semana. Às vezes eu gasto mais, quando faço muita fritura. Além do frango, com pele, eu costumo fritar uns salgadinhos, no fim de semana, como coxinhas e croquetes”, conta uma dona de casa.
Em imagens do Centro de São Paulo nos anos 20, raramente se via uma pessoa gorda. Quase todos eram magros. No passado, as famílias em geral tinham arroz e feijão no almoço e jantar. Esse costume se perdeu.
“Nos últimos 30 anos, o brasileiro deixou de comer a tradicional do arroz com feijão, que tem um excelente valor nutritivo, porque é uma mistura com proteínas de boa qualidade. Isso deve ser resgatado, nós devemos reafirmar e incentivar o consumo da mistura de arroz com feijão, como uma mistura de alto valor nutritivo e muito importante para a alimentação do brasileiro”, defende a nutricionista Sonia Tucunduva Philippi.
Antigamente, as pessoas faziam as refeições em casa. No almoço, era arroz com feijão, bife e uma salada. No jantar era a mesma coisa.
Hoje, existe uma variedade enorme de alimentos chamados dietéticos. Por ironia, o mundo que consome cada vez mais produtos “light” e “diet” é o mundo que enfrenta uma epidemia de obesidade.
As dietas que prometem milagres só chegam a um resultado: você engorda tudo o que perdeu. As células de gordura são formadas na infância e, quando incham, se dividem, e aumentam os depósitos gordurosos. Adulto obesos pode ter até 1 bilhão dessas células. A má notícia para eles é que elas não morrem nunca e, de alguma forma, controlam a vontade de comer. Quanto mais células de gordura você tem, mais fome irá sentir.
Por isso é tão difícil emagrecer. A pessoa nunca perde as células de gordura que acumulou ao engordar. Elas permanecem no corpo, a espreita, e, na primeira oportunidade, quer dizer, na primeira vez que você atacar bolinhos de arroz, as células de gordura vão novamente inchar e se multiplicar.
Quando você faz dieta e diminui o número de calorias nas refeições, as células de gordura esvaziam, murcham. O cérebro interpreta esse esvaziamento como uma ameaça à integridade do organismo. O que acontece? Com medo de perder a gordura - que garantiu a nossa sobrevivência como espécie -, o corpo passa a trabalhar mais devagar, a gastar menos energia.
“O organismo começa a queimar menos calorias. Uma perda de dez quilos representa 200 calorias a menos que você queima”, explica o endocrinologista Alfredo Halpern.
É uma conspiração da natureza humana para manter o maior peso que já tivemos. Para emagrecer - e se manter magro - é preciso que o cérebro se adapte ao novo peso.
“Eu uso um número cabalístico que é uma relação entre os meses e os quilos perdidos. Se o indivíduo perdeu 20 quilos, ele vai ter que ter 20 meses de atenção bem rígida, bem forte, para não ganhar esse peso de novo”, enfatiza o doutor Halpern.
E,se você relaxar, a matemática é implacável. Míseras cem calorias a mais, em excesso, todos os dias - o correspondente a uma barra de cereal - já se transformam em gordura. Como nove calorias correspondem a um grama de gordura, em um ano você terá consumido 36 mil calorias extras, e vai engordar quatro quilos.
“É difícil. Se fosse fácil, não precisaríamos falar disso. É uma mudança de comportamento. Nós temos que, realmente, mudar os nossos hábitos”, ensina a doutora Sonia.
Comer menos e aumentar a atividade física. Não há gordo que discorde desta recomendação. “Ou você faz exercício e segura a boa, ou então você morre. Então, eu tenho que escolher o que eu quero. Eu quero viver?”, enfatiza o gerente de vendas Valentim Hissnauer.
Bastam 30 minutos por dia de caminhada rápida para cortar pela metade a chance de um ataque cardíaco. Valentim caminha 40 minutos, três vezes por semana. Mas existem muitas outras formas de gastar calorias.
Uma boa alternativa é aproveitar os compromissos do dia-a-dia para aumentar a atividade física. Use a folga da hora do almoço para dar uma volta no quarteirão. Vá ao supermercado, ao banco, ao jornaleiro, a padaria a pé.
Usando um pedômetro, um aparelho que monitora a distância, conta os passos e marca as calorias gastas, é possível registrar o peso e a distância média do passo. Se você descer do ônibus um ponto antes do que costuma fazer, mais calorias vão ser gastas.
A atividade física tem que ser feita sempre, diariamente. Mas você não precisa fazer tudo de uma vez. Pode parcelar, dividir a atividade no decorrer do dia.
Apesar de estarmos vivendo uma epidemia mundial de obesidade, os seres humanos, um dia, farão exercício regularmente e irão comer com moderação. Faremos isto porque somos primatas racionais e graças à razão nossa espécie sobrevive há milhões de anos na face da Terra.
Quer ver a matéria?
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM308225-7823-QUESTAO+DE+PESO+NAO+AS+DIETAS+MILAGROSAS,00.html
Escrito por Adriana de Araújo às 09h53
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Diferentes mulheres, vidas únicas e um tema para trocar experiências: mania de emagrecer
“Se por um lado a TV, as revistas, os filmes mostram que as mulheres têm que ser magras e lindas, por outro lado, exibem e vendem o tempo todo guloseimas. Sem falar na gôndola dos supermercados, nos restaurantes por quilo, nos “combos” das lanchonetes americanas. A coisa está tão louca que meninas de 12 anos já sabem de cor e salteado todo tipo de dieta. Agora, atividade física que é bom, ninguém quer fazer...” Valéria Goulart, endocrinologista |
Eu já chorei por estar gorda”, “Não me acho gorda, sou gorda”, “Eu sou magra e me acho gorda”, “É por que sou gorda?” Essas são apenas algumas das mil comunidades no orkut que abordam o tema excesso de peso. A idéia do Conversa de Mulher deste mês é tocar propositalmente nessa sempre aberta ferida feminina, a ferida da auto-imagem. Pelo menos 60% (ou mais!) das mulheres estão fazendo algum tipo de dieta neste momento.
E quem nunca sofreu por fazer regime nessa vida? Aliás, nessa vida tão curta e cheia de prazeres. Lembra? Pois é, será que o seu viver não deveria ser gostoso como a vida deve ser? A coisa é tão grave que, mais do que uma mania ou um vício, já virou doença e isso é cada vez mais recorrente.Quantas e quantas vezes não ficamos deprimidas ao nos deparar com a jovem na primeira página do jornal que morreu de anorexia ou de alguma dessas doenças medonhas? Fico imaginando se é coisa de país latino, em que a ode-à-Gostosa, à magra, impera o tempo todo. Onde se vende mais remédios para emagrecer do que em qualquer outro lugar do mundo, onde o silicone na poupança ou nos peitos é mais importante que o caráter e onde se alimentar de cultura ou coisa do gênero está fora de moda. Ah, a moda...
A moda que nos faz invejar a moça que desfila sem pneuzinhos, sem celulite e que come duas folhas de alface por dia. Mas, afinal: você tem fome de quê? Adoro essa música do Titãs, que do seu jeito simples e direto nos faz questionar se queremos o que queremos porque queremos ou se é porque os outros querem. Vivo dizendo que se eu morasse numa ilha deserta não perderia tempo fazendo regime e muito menos escova no cabelo, então, pergunto: você faz regime para você ou para o outro? Até que ponto essa fome de comer quando se está ansiosa ou essa fome de emagrecer não está diretamente conectada com esse espelho chamado sociedade, chamado “o outro”? Quem é você nessa loucura toda? Hei, quem é você? Alguém que quer passar o resto da vida colocando os dedos em cruz quando vê o brigadeiro que adora e repetindo feito um papagaio a frase:
“Não obrigada, estou de regime!” Regime, desde que me conheço por gente, é coisa de ditadura, imposta, sofrida. Nunca vi alguém rir porque está fazendo regime. Quantas vezes na vida ficamos comendo só proteína, com aquele bafão de cetose? Ou só tomando sopa? Ou fazendo o regime da lua que, nossa, dá tão certo... Dá mesmo? Meu Deus, pobre do nosso corpo onde colocamos todas as nossas fichas em busca da felicidade. Se estou magra, estou feliz. Se estou gorda, não sou ninguém. Por isso, nossa supervisora, a psicóloga Neiva Luci, sugeriu que as leitoras convidadas deste mês respondessem a importante questão:
“Qual o valor, a força interna que você sente ter que a auxilia a enfrentar uma desvalia quanto à sua imagem?”. Pois é... Espelho, espelho meu... existe alguém mais tola do que eu? Será que não é hora de rever tudo isso, de quebrar esse espelho cruel, de encontrar a arca dos valores perdidos? Abaixo, transcrevo um trecho do texto da escritora Stella Florence, que analisa magnificamente essa questão. “Por muitos anos, supri esse tipo especial de fome – que hoje é claramente detectável – com um brigadeiro de padaria.
Comer o bendito brigadeiro de padaria não me ajudava em nada – afinal de contas, a fome era outra – mas durante vinte e sete segundos sentia um calorzinho por dentro, uma sensação de alívio, de carinho, de que o mundo poderia até ser doce e macio. Contudo, como já disse, o torpor passava veloz por mim e eu precisava, imediatamente, comer outro brigadeiro de padaria para não pensar na brevidade do efeito, como das drogas. Eu poderia, mais uma vez, ter passado no mercado próximo ao meu apartamento, ligar a tevê na novela das 7, encher de salgadinhos e guloseimas minha cama e engolir.
Engolir a dor da solidão; engolir a tortura de perceber o corpo bem maior do que as roupas no armário; engolir o olhar de escárnio das adolescentes donas-do-mundo; engolir a máscara assexuada colada aos meus olhos, como se fosse muito normal; engolir a vontade de andar, correr, pular pela praia sem camiseta, canga, desculpas; engolir a possibilidade do vôo, do vento, da vontade, da vida! E assim, engolindo, protelar indefinidamente o vôo da fome-por-ela-mesma.” Bem-vindas ao Conversa de Mulher de agosto!
Alguns grandes momentos de nosso décimo grupo
"Aos 21 anos tive uma crise num relacionamento e engordei 10 kg. A gente vai engordando aos poucos e não vê isso, mas os outros, claro, percebem. E começa a rolar uma espécie de terrorismo, de cobrança psicológica. Depois, fui emagrecendo aos poucos sem nenhum radicalismo. Não gosto quando engordo. Eu me sinto mais lenta, desperdiço roupas, não combina... sou muito baixa para ser gorda. Minha traseira cresce muito. Isso me agride. Minha mãe é gordinha e acabou detonando o joelho. Gostaria de evitar ficar assim. Então, tenho me preocupado mais com essa questão ultimamente, com o tempo passando assim rápido." Luciana Oliveira, 29, solteira, relações-públicas
"Eu sei que estou engordando quando as roupas não servem mais. Quando começo a me sentir feia, e pior: quando começo a usar aquelas calçolas de vó no lugar de calcinhas. Fiquei gorda só em dois momentos da minha vida. Isso aconteceu porque foram muitas mudanças, tipo: casar, mudar de profissão, chefe maluco, etc. Ou porque eu não estava feliz. E só reverti esse quadro quando deu um clique na minha cabeça. Aí fui procurar ajuda: terapia alternativa, acupuntura, reeducação alimentar... Nunca fui paranóica, mas confesso que hoje, depois de ter engordado 8 kg e conseguido emagrecer, me peso todo dia, de manhã e de noite (risos)." Camila Sottano, 31, casada, publicitária
"Fui muito magra até os 11 anos. Depois, comecei a engordar, engordar... E pra piorar, eu era amiga da garota mais bonita da escola.. Aí, já viu minha auto-estima. Tenho muita tendência. Se vejo um bombom já aumento 3 kg. Fica aquele efeito sanfona – emagrece, engorda. Tenho muita compulsão porque sou muito ansiosa. A terapia ajuda um pouco. Todo tipo de emoção – alegria, tristeza, frustração – desconto na comida. Quando emagreço vou à pizzaria comemorar. O bom é que gosto de mim do jeito que sou e por isso atraí um marido legal, que me acha linda. Quando emagreço, então, ele fala: Noossaaaa!" Daniela DeCamillis, 21, casada, assessora de imprensa
"Nunca fui nem muito magra nem muito gorda. Tenho o mesmo peso desde sempre. Minha sorte é que não gosto de ficar parada. Pratico dança, exercícios... e, às vezes, faço algumas coisas para me manter. Uma vez tomei shake dietético por um mês. Foi terrível. Tenho percebido que meu corpo está mudando ao longo dos anos, mais redondo, mais curvas e tento respeitar essas mudanças. Fica todo mundo querendo convencer os outros a serem magros porque ‘Narciso acha feio o que não é espelho’. A questão da auto-imagem é complicada. Se fico um tempo sem namorado... já acho que o problema está no meu visual. É difícil escapar disso." Priscila Valdes, 30, solteira, jornalista
"Eu poderia, mais uma vez, ter passado no mercado próximo ao meu apartamento, ligar a tevê na novela das 7, encher de salgadinhos e guloseimas minha cama e engolir. Engolir a dor da solidão; engolir a tortura de perceber o corpo bem maior do que as roupas no armário; engolir a vontade de andar, correr, pular pela praia sem camiseta, canga, desculpas; engolir a possibilidade do vôo, do vento, da vontade, da vida! E assim, engolindo, protelar indefinidamente o vôo da fome-por-ela-mesma." Stella Florence em Hoje acordei gorda (Rocco)
"Sempre fui magra. Ser alta ajuda. Quando estou deprimida não como. Quando meu pai morreu, perdi 12 kg em um mês. Quase fui internada. Ao contrário de muita gente, uma forma de me agredir é não me dar comida. Depois dos 35 anos, começou a aparecer uma barriga.. quase pirei! As coisas mudam depois de uma certa idade. Então, em vez de fazer loucuras, adotei um personal trainer. Eu corro, ando de bicicleta, puxo ferro. Mas gente magra também sofre porque come muita porcaria, já que não engorda, e porque as pessoas perguntam na caradura: ‘Credo! Como você está magra, tá doente?’ É uma falta de respeito." Marcela Catunda, 39, casada, escritora
"Acho complicado esse negócio de auto-estima. É um assunto muito vinculado ao social. Se fico 5 kg acima do peso já acho que estou gorda. Acabo ficando com a barriga e o peito maiores, aí começo a perder a minha identidade. Paro de usar as roupas decotadas com as quais me reconheço. Acho que existe um neomachismo muito grande no Brasil que te obriga a ser “gostosa”. Acontece que nós mulheres somos cúmplices disso. Tão culpadas quanto. Me odeio quando caio nessas armadilhas de exigência. Puxa, sou uma mulher inteligente, não sou superficial, como é que caio nessa?" Cristiana Soares, 44, divorciada, 2 filhas, redatora
"Hoje todo mundo sabe que a cobrança é muito grande. E quem não quer ser aceito na sociedade? Quem não quer ter o corpo em forma, o cabelo e a pele bonitos? A exigência da mídia é cruel e, claro, não corresponde com a realidade da mulher brasileira que é cheia de curvas, que tem quadris largos. Se por um lado a TV, as revistas, os filmes de Hollywood mostram que as mulheres têm que ser magras e lindas, por outro lado, exibem e vendem guloseimas o tempo todo: nos comerciais, nas novelas, nos seriados... Sem falar na gôndola dos supermercados, nos restaurantes por quilo e nos “combos” das lanchonetes americanas. A maioria das 10 mil pacientes que já atendi, que reclama de excesso de peso, é ansiosa. E cada vez que mais mulheres começam a trabalhar, mais a ansiedade aumenta e mais elas comem e se culpam. Boa parte dessas mulheres que engordam têm problemas emocionais, seja ansiedade, excesso de raiva... Em vez de bater na almofada, elas se entopem de comida, de doces... A coisa está tão louca que meninas de 12 anos já sabem de cor e salteado todo tipo de dieta. Agora, atividade física que é bom, ninguém quer fazer. Todo mundo foge...” Valéria Goulart, endocrinologista, casada e mãe dois filhos
FONTE: REVISTA UMA- AGOSTO DE 2007
Escrito por Adriana de Araújo às 13h51
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Mudando os Hábitos
“ - É linda a vida que escolheste - disse o passageiro. - Deve causar-te prazer viver sempre nas proximidades dessa água e navegá-la todos os dias. O remador balançava-se sorrindo: - Dá prazer, realmente - respondeu. - É assim como dizes. Mas não são todas as vidas, todas as profissões igualmente lindas?” Hermann Hesse
Por hábito pode-se entender como sendo aquilo que se faz repetidamente durante um certo tempo. Alguns desses costumes são aprendidos na infância, através da família, amigos, etc., e outros são adquiridos ao longo da vida. As pessoas fazem a mesma coisa mais de uma vez, sem mudar a seqüência, tempo, intensidade. É quase como se ligassem o próprio “piloto automático” e nem percebessem as nuâncias das situações a sua volta. Quando isso acontece, ocorre um “cegueira” específica; o indivíduo deixa de ver novas possibilidades para as situações do dia-a-dia, repetindo cada vez mais os mesmos hábitos, agora “enxergando” apenas o que já foi percebido anteriormente.
Hábitos saudáveis são aqueles feitos de forma comedida. Como já foi dito a tempos atrás, “De nada em excesso” Templo de Delfos. Saber equilibrar um pouco de atividade e inatividade é o que se pode chamar de “segredo do bem estar.” É aprender a dividir de forma benéfica o tempo que tem para si e para outros, profissionalmente e pessoalmente. É importante estar sempre atendo as mudanças e possíveis modificações das situações para poder estar redirecionando as energias canalizadas para o que se está fazendo.
Dessa forma, cada ser humano pode reaprender suas experiências em decorrências de novas percepções, podendo assim, proporcionar um melhor desfrutar do que se tem. Afinal, “Quem não está satisfeito com o que tem não ficará feliz com o que possa vir a ter.
Mas como internalizar esses conceitos? Um dos objetivos da psicologia é pode levar o ser humano a se fortaceler dentro do seu próprio cotidiano. É poder reorganizar suas experiências de tal forma, que adquiram novos significados, como uma nova aprendizagem. Adriana M. A. de Araújo Psicóloga clínica e hipnoterapeuta ericksoniana. - CRP: 06/56802-5
Escrito por Adriana de Araújo às 20h14
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Respoderei sempre!
Olá a todos! Espero que tudo esteja bem! Prometo responder e tirar as duvidas sobre assuntos do blog! No maximo em duas semanas quem me escreveu tera a resposta. Se nao tiver é porque de alguma maneira eu nao recebi a msg ou nao li. Peco a gentileza de mandarem no meu e-mail as informacoes que forem mais pessoais! adriana@curadalma.com.br Um grande abraco e tudo de muito bom a vcs! Adriana de Araújo www.curadalma.com.br
Escrito por Adriana de Araújo às 20h11
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Cinema: as dietas malucas das estrelas de Hollywood
LONDRES, 7 JAN (ANSA) - Cindy Crawford bebe um pouco de vinagre antes de jantar, Angelina Jolie come apenas sushi, Jennifer Lopez aspira óleo de pomelo e Demi Moore come manteiga de amendoim e maçã. Estes são apenas alguns dos truques aos quais recorrem as estrelas norte-americanas para manterem a forma.
"O maior segredo que aprendi é que as atrizes não seguem nenhuma dieta, comem comida normal, mas não muito", afirma Cindy Perlman, autora junto a Kym Douglas de um novo e polêmico livro sobre as táticas alimentares das celebridades, chamado "The Black book of Hollywood diet secrets" ("O Livro negro das dietas secretas de Hollywood", ndr).
Cindy Perlman conta que uma vez tomou café da manhã com Elizabeth Hurley e ficou chocada ao vê-la comendo bacon com ovos. "Salada de almoço e um jantar leve à noite", explicou a atriz na ocasião. Este seria o verdadeiro segredo, segundo as estrelas hollywoodianas, ou seja, não renunciar a nada, se permitindo uma transgressão de vez em quando. Michelle Pfeiffer, por exemplo, às vezes se concede comida mexicana e pão, sem exceder demais as calorias.
A top model Cindy Crawford aconselha, por exemplo, beber um pouco de vinagre antes das refeições, porque tira o apetite, enquanto Angelina Jolie e Jennifer Aniston, respectivamente atual e ex-mulher de Brad Pitt, afirmam que o sushi é o prato ideal, com poucas calorias e muitas vitaminas que abaixam o colesterol. Jennifer Lopez, ao contrário, cheira óleo de pomelo porque estimula as enzimas do intestino, ajudando na perda de peso e do apetite. Demi Moore, por sua vez, satisfaz o desejo de doce comendo manteiga de amendoim e maçã.
Um outro conselho dos nutricionistas muito seguido na meca do cinema é comer em um prato de cor azul. O azul, por algum motivo, reduziria o apetite. Uma outra tática para diminuir o apetite seria o licor, que dá ao organismo uma sensação de saciedade, enquanto os aspargos são um ótimo alimento para purificar o corpo, além de diminuírem o inchaço e serem diuréticos. Owen Wilson, ator de "Os Excêntricos Tenenbaum", não deixa de comer sua dose diária de aspargos.
Um dos segredos mais particulares reunidos pelas autoras do novo livro (que será lançado no final do mês, mas teve seu conteúdo antecipado pelos jornais ingleses) é aquele sugerido pela nutricionista de Uma Thurman. Quando o garçom trouxer o pão, é preciso jogar imediatamente um copo de água em cima.
A má notícia para quem quiser seguir as dietas hollywodianas "secretas" é que as celebridades fazem muita atividade física para manter a forma. "Não perdem um dia de academia, se devem se acordar as cinco da manhã para uma filmagem, se levantam as três e treinam", salienta Cindy Perlman.
FONTE:ANSA
Quanta bobagem a gente lê sobre dietas, emagrecimento, regimes...
Quando a gente fala em emagrecimento, estamos falando em perder definitivamente o excesso de gordura. Mas, perder gordura e não engordar mais requer tempo, paciência, perseverança. E só dá certo quando vem de mãos dadas com reorientação nutricional, atividade física e equilíbrio emocional. Se você quer emagrecer, não se iluda: tem de mudar estilo de vida para sempre!
Se você quiser mesmo mudar seu corpo, então vai precisar encarar a comida de um novo jeito. Ela não é sua inimiga. Só atrapalha sua vida se você colocar nela outros papéis que ela não consegue cumprir. Comida não é afeto, nem amor, nem sucesso. O melhor remédio é uma "investigação" para entender que motivos fazem você procurar na comida o que ela não pode lhe dar. Se emagrecer por conta de um sacrifício, de um artifício, de um milagre, nada haverá mudado realmente na sua vida, só o peso. O verdadeiro problema – a sua relação com o alimento – permanece igualzinho (provavelmente muito piores). O sucesso da dieta rápida, em geral, é tão passageiro e rápido quando a promessa. O peso perdido, não se iluda, logo é reencontrado com juros e correção.
Escrito por Adriana de Araújo às 12h02
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Quando bate a fome noturna

Durante o dia você come pouco, mas é de madrugada que a fome ataca e os quilos extras começam a aparecer. Saiba como identificar e lidar com essa síndrome.
POR STELLA GALVÃO
O dia transcorre tranqüilamente, mas para algumas pessoas comer não importa muito. Café da manhã, almoço e jantar bem simples, quase uma dieta rigorosa! É somente quando cai a noite, que os portadores da síndrome da alimentação noturna sentem um desejo imperioso de levar (bastante) comida à boca.
O que caracteriza essa síndrome é justamente o hábito das pessoas comerem o equivalente a 50% da ingestão alimentar total diária após as 19 horas, quando o metabolismo é mais lento (veja infográfico). Os pacientes apresentam também perda de apetite pela manhã, têm problema de insônia e de sono fragmentado, levantando-se uma ou mais vezes da cama.
“Esses episódios noturnos de ingestão alimentar são diferentes dos vividos por quem tem compulsão alimentar. Quem tem a síndrome noturna faz pequenos lanches à noite, antes ou após iniciado o sono, e tem a sensação de que sem esses lanches não seria possível dormir”, descreve o psiquiatra Alexandre Azevedo, coordenador do Grupo de Estudos de Comer Compulsivo e Obesidade (Grecco), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (FMUSP). A ‘necessidade’ de comer, nesse caso, é exclusivamente noturna e durante o dia o indivíduo tem uma ótima relação com a comida. Acreditase que a síndrome afeta 1,5% da população em geral e 8% dos obesos.
Efeitos no sono e no peso
O problema gera dois principais efeitos. Um deles é a insônia, levando a distúrbios em cascata, como fadiga, sonolência, dores de cabeça, irritabilidade, descontrole emocional, perda de atenção e concentração, prejuízo no rendimento profissional. O outro é o ganho de peso e conseqüências associadas, como hipertensão, diabetes, elevação de colesterol e triglicéride e muitas vezes intoxicação alimentar. “O problema maior é o sofrimento psíquico, acompanhado de tristeza e angústia, pelo fato do paciente não conseguir manter um bom padrão de sono nem evitar os episódios de lanches noturnos”, relata o médico Azevedo.
O portador da síndrome noturna até reconhece que seu comportamento alimentar é problemático, mas raramente busca tratamento especializado. Há um forte componente emocional associado à manifestação do distúrbio da compulsão noturna como válvula de escape, diz João César Castro Soares, endocrinologista e nutrólogo pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): “muitas vezes a pessoa come à noite para se livrar das críticas por comer exageradamente e também como uma forma de esconder os problemas que o levaram àquela compulsão”, afirma o médico.
Como reconhecer
Para caracterizar a síndrome, é preciso que haja o que os médicos chamam de ‘recorrência noturna’ por pelo menos três meses. Segundo o médico João César, há diversos quadros de ‘compulsão’ já identificados e diagnosticados. Os principais incluem a concentração das refeições no período noturno e — a mais grave e preocupante — a que leva a pessoa a interromper o sono para aplacar a fome que a consome. “Esses pacientes tendem a ficar cada vez mais obesos se não buscarem tratamento”.
O coordenador do Grecco, Alexandre Azevedo, esclarece: outros lanches noturnos esporádicos, como aqueles para aliviar uma ‘dor de estômago’ ou por um estado de hipoglicemia, comum aos diabéticos, ou por dificuldades para dormir, são relativamente comuns e não entram na classifi- cação da compulsão noturna para comer. Os médicos dizem que não há evidências claras de quais seriam os ‘gatilhos’ que desencadeiam a síndrome, mas eventos estressores geradores de ansiedade, em um indivíduo predisposto, podem certamente desencadear o problema.
Tratamento ainda engatinha
Por se tratar de um problema ainda em estudo, sem critérios diagnósticos bem definidos, não há consenso sobre tratamento. Em geral, são usados remédios, pois a terapia nutricional ou a psicoterapia tem pouco impacto sobre os sintomas. Os pacientes não respondem aos indutores do sono ou a medicamentos para a ansiedade. Na falta de estudos prévios, os médicos optam pela escolha do tratamento com base no relato de cada caso e em sua experiência clínica.
Normalmente, a preferência recai sobre antidepressivos que agem para garantir maior regularidade do padrão de sono e adequação da saciedade, atuando na compulsão para comer. Os sintomas podem se estabilizar, mas, segundo o psiquiatra, não é possível ainda falar em resposta definitiva ou a longo prazo, pois, como os mecanismos desencadeadores da síndrome ainda são desconhecidos em sua totalidade, os sintomas podem retornar.
“A orientação normalmente é também dietética, com a introdução de alimentos no jantar que dêem maior sensação de saciedade”, explica João César.
Uma das razões para o ganho de peso
Segundo o psiquiatra Alexandre Azevedo, um estudo que avaliou o perfil neuroendócrino destes pacientes observou que os portadores da síndrome alimentar noturna apresentavam níveis inferiores de leptina durante os períodos noturnos e diurnos, quando comparados a indivíduos sem o problema. A leptina é um dos neuromoduladores envolvidos no controle do apetite e funciona como um sinalizador de saciedade, ou seja, a sua liberação equilibrada permite ao indivíduo perceber-se saciado de forma adequada. Estudos associam a resistência à ação da leptina como um ‘facilitador’ da obesidade.
“Sempre que engravidava, engordava muito. Cheguei a pesar 100 kg (com 1,58 metro de altura). Passei a tomar remédios para emagrecer e reduzi meu peso para 57 kg. Há três anos, perdi o controle. Não conseguia dormir e ia para a geladeira. Comia o que via pela frente, até um pudim inteiro. A comilança me fazia dormir. Comecei a engordar de novo e o remédio já não fazia efeito. Não conseguia mais dar aulas, me descontrolava à toa. Fui encaminhada para tratamento à base de tranqüilizante e remédio para diminuir a compulsão alimentar. Hoje, durmo a noite toda e mantenho meu peso na faixa dos 57 kg.
Rosemary Chelotti, 54 anos, professora
“Ao acordar, tomo apenas uma xícara de café. Almoço e janto pouco, mas depois das 21 horas tenho muita fome. Na verdade, sempre fui viciado em comer à noite e de madrugada, geralmente lanches fartos e refrigerante. No ano passado, cheguei a pesar 154 kg (tenho 1,80 metro) e fiquei em um spa para me recuperar. No último ano, passei a fazer musculação e aeróbica e hoje peso 130 kg. Mas ainda não consigo controlar a vontade de comer à noite. É só levantar para ir ao banheiro que sinto vontade de ir à geladeira. Por isso, eu resolvi me inscrever no Hospital das Clínicas para começar a me tratar.”
Luiz Paulo, 44 anos, fisioterapeuta
Desregulando o nosso relógio interno
À noite, o metabolismo do organismo cai drasticamente. entenda o porquê
Durante o dia, os aprincipais hormônios ativos são o cortisol e a adrenalina, cujo estímulo é liberado no cérebro. É por meio deles que ocorre o equilíbrio entre a produção de energia necessária ao funcionamento do corpo, enquanto há trabalho físico e mental constantes. Outros hormônios envolvidos são os tireoideanos, que têm a função de regular o metabolismo. Quando escurece, o nível desses hormônios cai para adaptar o organismo ao menor nível de atividade. Nesse período, tudo o que é ingerido é facilmente incorporado e estocado no tecido gorduroso. Isso porque o sangue se concentra no aparelho digestivo, em vez de estar diluído sob a ação dos hormônios moduladores que atuam durante o dia. Assim, devemos optar por alimentos leves à noite. Carboidrato, açúcar, gordura e fritura elevam o depósito adiposo, sem saciar a fome.
FONTE: Revista Viva Saúde
novembro/2007
Escrito por Adriana de Araújo às 11h20
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O vício de comer
“Primeiro fazemos nossos hábitos, depois nossos hábitos nos fazem.” John Dryden
“Somos aquilo que fizemos repetidamente.” Aristóteles
Para muitos, os vícios são considerados uma mania, um mau habito. É algo que não se consegue parar. Vício pode ser entendido como sendo um defeito no comportamento, uma imperfeição, falha, erro na ação. O fato de repetirmos mais de uma vez o mesmo comportamento pode fazer com que o corpo fique quimicamente viciado, contradizendo as necessidades psicológicas.
“Damos significados aos estímulos por nossas experiências previas
e as reforçamos com base em coincidências que se repetem”. Teresa Robles.
Dessa maneira, é possível repetir algo, mesmo que aquilo esteja, por fim, nos fazendo mal, afinal todo comportamento possui uma intenção positiva. Por exemplo: desde pequenas, muitas pessoas recebem informações que ficam no inconsciente sem questionamento. São frases que serviam para uma determinada idade e não nos servem mais, mas não conseguimos esquecer, pois somos educados “a comer toda a comida do prato, sobrar é errado (falta de educação) desperdiçar”, “comer para crescer”, “comer para ser forte e bonito (a)”, “se não comer tudo, não vai brincar depois”, e por aí vai dentro da história de vida de cada um.
Isso acontece, pois as pessoas respondem às suas próprias experiências e não a realidade em si. O tempo já passou, mas a mente parece não perceber. Todos nós temos recursos internos para a mudança. O que ocorre, muitas vezes, é a falta de treino desse comportamento.
“ ‘O que é REAL?’, perguntou o Coelho um dia, quando eles descansavam lado a lado, próximo à grade do berçário, antes de Nana chegar para arrumar o quarto. ‘Significa ter coisas que fazem barulho dentro de você e um manete à mostra?”. ‘Real não é o jeito como você é feito’, disse o Cavalo de Pele. ‘É uma coisa que acontece a você. Quando uma criança ama você por muito, muito tempo – não só para brincar, mas ama você REALMENTE – então você se torna REAL.’ ” O Coelho Aveludado, Margery Williams
Escrito por Adriana de Araújo às 16h26
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CD Reprogramação Mental Para a Perda de Peso
Sou a responsável pelo CD Reprogramação Mental Para a Perda de Peso. Confira uma entrevista concedida na época do lançamento do CD para a revista Você Mais Magra:
Adriana de Araújo é graduada em psicologia, especializou-se em hipnose no Arizona, nos Estados Unidos, e formou-se practitioner em PNL pelo Instituto Milton Erickson de São Paulo. A seguir, ela fala mais sobre a contribuição da hipnose clínica em tratamentos de emagrecimento e faz importantes esclarecimentos para quem quer aproveitar ao máximo este CD. Confira!
-Qual o primeiro passo a ser dado por uma pessoa que quer emagrecer?
Adriana de Araújo - A conscientização da mudança de hábito. A pessoa que quer emagrecer deve modificar a maneira com que está se alimentando. É fundamental a reeducação alimentar e mental. É preciso aprender a comer de maneira saudável e equilibrada, bem como mudar pensamentos e atos compulsivos. Não adianta "perder" peso para depois "achá-lo", ou seja, regimes radicais podem ajudar a diminuir o peso, mas, se não houver uma modificação de padrão, tudo volta a ser como antes.
- De que maneira a hipnose atua no processo de emagrecimento?
Adriana de Araújo - A hipnose é uma técnica rápida e muito eficaz que contribui na elaboração de novos padrões mentais. Ela pode auxiliar a pessoa que quer eliminar peso a melhorar aspectos ligados ao emagrecimento como baixar a ansiedade e diminuir a compulsão e falta de controle. Com ela, a pessoa aprende a relaxar e viver melhor, livre de pensamentos errôneos e crenças irreais.
- Quais são os resultados imediatos de um tratamento com hipnose?
Adriana de Araújo - Os resultados variam de acordo com as etapas do tratamento. Normalmente, nas primeiras fases, o paciente não se dá conta de que tem um problema. Nesse caso, a hipnose ajuda na conscientização. Identificado o problema, o paciente toma consciência da dificuldade que apresenta, mas não sabe o que fazer com essas informações, então, a hipnose ajuda a adotar uma nova atitude. Em seguida, contribui para o equilíbrio mental e diminuição da ansiedade, já que nesse período é comum surgirem dúvidas, medos e incertezas. Por fim, o paciente treina novos padrões para se manter mais saudável e é a hipnose que o auxilia neste desenvolvimento psicológico.
- Com que freqüência deve-se ouvir o CD para obter resultados satisfatórios?
Adriana de Araújo - O ideal é ouvir o CD duas ou três vezes por semana, durante pelo menos um mês. Mas, além de ouvir CD, é essencial ter vontade de cuidar de si mesmo, adotando uma dieta saudável e iniciando a prática de atividades físicas.
Escrito por Adriana de Araújo às 13h01
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A hipnose pode auxiliar o processo de emagrecimento

A hipnose é tão antiga quanto a própria história do homem. Há provas de que os egípcios, os romanos e os astecas já utilizavam a técnica no tratamento de doentes. Para os ocidentais, a hipnose moderna começou com o médico alemão Franz Anton Mesmer, no século 18. Mas as maiores descobertas aconteceram na segunda metade do século 19, graças aos trabalhos de clínicos como Charcot, Liebeault e Bernheim. É importante lembrar ainda que a hipnose foi o ponto de partida de Freud e dos primeiros psicanalistas. No início do século 20, o psiquiatra americano Milton Erickson revolucionou a hipnose ao considerá-la um evento naturalmente presente em nosso cotidiano.
A hipnose é uma forma intensa de pensar, com conseqüências no corpo e na atividade neural. O que, na prática, significa entrar em contato direto com as emoções que devem ser conectadas para a superação de alguma questão emocional. É como se abríssemos uma janela para estabelecer um diálogo com o inconsciente, com nossas habilidades que estão adormecidas ou mesmo com recursos internos que devem ser desenvolvidos.< |